O Que É Autoestima? Como Melhorar? Estudo Sobre a Autoestima e Seus Efeitos

Esse estudo é uma abordagem do que é a AUTOESTIMA a partir da concepção das diferentes posturas sobre o tema a partir da Psicologia e outras ciências sociais. Entenda os Efeitos da autoestima alta e baixa.

De Juliana Belletti

como melhorar a autoestima

-I- INTRODUÇÃO –

-II- DIFERENTES CONCEPÇÕES DE AUTOESTIMA NA PSICOLOGIA-

-III- AUTOESTIMA BAIXA. EFEITOS-

-IV- AUTOESTIMA ALTA. EFEITOS.

-V- Os TRÊS ESTADOS DA AUTOESTIMA –

-VI- COMO SUBIR A AUTOESTIMA.

-VII- CONCLUSÕES.

-VIII- BIBLIOGRAFIA.

-IX- AUTOR E DIREITOS.

 

-I- INTRODUÇÃO –

O paradoxo curioso é que quando me aceito como sou, então posso mudar” Carl Rogers.

Faz um tempo que, desde diversos campos, se vem prestando atenção ao conceito de Autoestima.

Questões determinantes como a possibilidade de atingir nossas metas, de nos sentir bem e felizes, de nos relacionar com o outro de forma positiva e adequada, dependem, de uma maneira ou de outra, da AUTOESTIMA.

Neste trabalho se proporá uma abordagem do que é a AUTOESTIMA a partir da concepção das diferentes posturas sobre o tema desde a Psicologia e outras ciências sociais.

-II- DIFERENTES CONCEPÇÕES DE AUTOESTIMA NA PSICOLOGIA-

Não existe um conceito único de Autoestima, mas pode ser abordado desde diferentes perspetivas.

A Autoestima é a percepção avaliativa de nós mesmos.

A idéia de Autoestima varia em função do paradigma psicológico que o aborde. Desde o ponto de vista da psicanálise, a autoestima está intimamente relacionada com o desenvolvimento do ego.

Sigmud Freud utilizava a palavra alemã Selbstgefühl,, especificando que tem dois significados: consciência de uma pessoa respeito de se mesma (sentimento de si), e vivência do próprio valor respeito de um sistema de ideais (sentimento de estima de si). Este “sentimento de estima de se” que descreve Freud é a Autoestima.

Uma parte do sentimento de si é primária, o resíduo do narcisismo infantil; outra parte brota da “omnipotencia” corroborada pela experiência (o cumprimento do ideal do eu), e uma terça da satisfação da libido de objeto.

Todo o que uma pessoa possui ou atingiu, a cada resto do primitivo sentimento de onipotência corroborado pela experiência, contribui a incrementar o sentimento de si

Carl Rogers, fundador da psicologia humanista, expôs que a raiz dos problemas de muitas pessoas é que se desprezam e se consideram seres sem valor e indignos de ser amados.

Na escola humanista da psicologia, desde Rogers, o conceito de Autoestima resume-se no seguinte axioma:

Todo ser humano, sem exceção, pelo mero fato do ser, é digno do respeito incondicional dos demais e de si mesmo; merece estimar-se a si mesmo e que se lhe estime

Rogers explica que nossa sociedade também nos reconduz com suas condições de valia. À medida que crescemos, nossos pais, maestros, familiares, a “média” e demais só nos dão o que precisamos quando demonstremos que o “merecemos”, mais que porque o precisemos. Podemos beber só após classe; podemos comer um caramelo só quando termine nosso prato de verduras e, o mais importante, nos quererão só se nos portamos bem.

O conseguir um cuidado positivo sobre “uma condição” é o que Rogers chama recompensa positiva condicionada. Dado que todos nós precisamos de fato esta recompensa, estes condicionantes são muito poderosos e terminamos sendo sujeitos muito determinados não por nossos valores organísmicos ou por nossa tendência atualizante, senão por uma sociedade que não necessariamente toma em conta nossos interesses reais. Um “bom garoto” ou uma “boa garota” não necessariamente é um garoto ou uma garota feliz.

À medida que passa o tempo, este condicionamento nos conduz, a sua vez, a ter uma auto avaliação positiva condicionada.

Começamos a querer-nos/querê-nos se cumprimos com os standards que outros nos aplicam, mais que se seguimos nossa atualização dos potenciais individuais. E dado que estes standards não foram criados tomando em consideração as necessidades individuais, resulta a cada vez mais frequente o que não possamos comprazer essas exigências e, por tanto, não podemos conseguir um bom nível de autoestima.

Martin Ross, em seu livro “O Mapa da Autoestima”, desenvolve sua concepção da Autoestima, a partir de dois elementos: “as façanhas” e as “anti-façanhas”.

As façanhas são aquelas posses, circunstâncias, méritos, virtudes que lhe dão a oportunidade à pessoa de se sentir orgulhosa de se mesma, e que lhe fornecem prestígio social. A maneira de detectar uma façanha na vida quotidiana é ver se provoca “orgulho” ou desejo de fazer alarde, ou de presumir. Se há alguma situação, alguma parte de tua vida, alguma virtude que te dão vontades de ostentar-la, a exibir, mostrar a teus amigos, então é, sem dúvida, uma “façanha”.

As anti-façanhas, todo o contrário, são aquelas outras situações que provocam que o indivíduo se envergonhe, se auto-despreze, se senta menos valioso, e que lhe tiram também seu prestígio social. Aquelas derrotas, situações, circunstâncias, defeitos, que a uma pessoa lhe provocam desonra, lhe diminuem o ego, e lhe diminuem o respeito de seus pares e sua honra social, são “anti-façanhas”.

Todos teríamos, então, um “Mapa” mental que nos assinala quais são as façanhas e quais são as anti-façanhas e, sobre toda as coisas, onde estamos localizados dentro dali, que Ross chama “O Mapa da Autoestima”.

É que diferentes pessoas se encontram em diferentes posições, há circunstâncias que movem a posição no Mapa da Autoestima. Por exemplo o gênero sexual: há circunstâncias que lhe dão valia e prestígio social a uma pessoa se é “homem”, mas se é mulher essas mesmas circunstâncias lhe trazem vergonha e escarnio. Outra pode ser a idade: determinadas situações a uma idade da vida podem dar orgulho e prestígio social, mas a outra idade ser motivo de desprestigio e vergonha.

Abraham Maslow, em sua hierarquia das necessidades humanas, descreve a necessidade de aprecio, que se divide em dois aspetos, o aprecio que se tem um mesmo (amor próprio, confiança, perícia, suficiência, etc.), e o respeito e estimativa que se recebe de outras pessoas (reconhecimento, aceitação, etc.).

A expressão de aprecio mais sã, segundo Maslow, é a que se manifesta: “no respeito que lhe merecemos a outros, mais que o renome, a celebridade e a adoração”

Rosenberg, por sua vez, entende à autoestima como um “fenômeno de atitude” criado por forças sociais e culturais.

A Autoestima creia-se em um processo de comparação que envolve valores e discrepâncias. O nível de autoestima das pessoas relaciona-se com a percepção do sim mesmo em comparação com os valores pessoais. Estes valores fundamentais foram desenvolvidos através do processo de socialização.

Na medida que a distância entre o se mesmo ideal e o se mesmo real é pequena, a autoestima é maior. Pelo contrário, quanto maior é a distância, menor será a autoestima, ainda que a pessoa seja vista positivamente por outros.

Segundo a experiência Nathaniel Branden, todas as pessoas são capazes de desenvolver a autoestima positiva, ao mesmo tempo em que ninguém apresenta uma autoestima totalmente sem desenvolver. Quanto mais flexível é a pessoa, tanto melhor resiste todo aquilo que, de outra forma, a faria cair na derrota ou o desespero.

De acordo a Branden, a autoestima tem dois componentes: um sentimento de concorrência pessoal e um sentimento de valor pessoal, que refletem tanto seu julgamento implícito de sua capacidade para relevar sobressaltos da vida bem como sua crença de que seus interesses, direitos e necessidades são importantes.

Um antecedente ao conceito de Autoestima na psicologia, o podemos também encontrar no texto de AlfredAdler, quando se refere aos sentimentos de inferioridade e superioridade.

Adler afirma que depois de uma pessoa que se sente como se fosse superior, podemos suspeitar que se esconde um sentimento de inferioridade, que precisa grandes esforços para se ocultar.

Os sentimentos de inferioridade podem ser expressado de muitas maneiras, e são comuns a todos, dado que nos achamos em situações que desejamos melhorar.
Podemos definir o complexo de inferioridade como aquele que aparece em frente a um problema ante o qual o indivíduo não se acha convenientemente preparado, e expressa sua convicção de que é incapaz do resolver. Como os sentimentos de inferioridade sempre produzem tensão, terá um movimento de compensação para os sentimentos de superioridade, mas não estará encaminhado à resolução do problema.

-III- O QUE É AUTOESTIMA BAIXA – EFEITOS

autoestima perfeita

Efeitos da Autoestima Baixa

Segundo J. Gill, em Indispensável “Self-Esteem,”, a pessoa com baixa Autoestima pode ter os seguintes sintomas:

  • Autocrítica rigorista, tendente a criar um estado habitual de insatisfação consigo mesma.
  • Hipersensibilidade à crítica, que a faz se sentir facilmente atacada e a experimentar ressentimentos pertinaces contra seus críticos.
  • Indecisão crônica, não tanto por falta de informação, senão por medo exagerado a se equivocar.
  • Desejo excessivo de comprazer: não se atreve a dizer «não», por temor a desagradar e perder a benevolência do peticionário.
  • Perfeccionismo, ou auto exigência de fazer «perfeitamente», sem uma só falha, quase todo quanto tenta; o qual pode a levar a se sentir muito mau quando as coisas não saem com a perfeição exigida.
  • Culpabilidade neurótica: condena-se por condutas que não sempre são objetivamente más, exagera a magnitude de seus erros e delitos e/ou os lamenta indefinidamente, sem chegar a se perdoar por completo
  • Hostilidade flutuante, irritabilidade a flor de pele, sempre a ponto de estourar ainda por coisas de pouca importância; própria do supercrítico a quem todo lhe senta mau, tudo lhe desagrada, tudo lhe decepciona, nada lhe satisfaz.
  • Tendências defensivas, um negativo generalizado (todo o vê negro: sua vida, seu futuro e, sobretudo, seu sim mesmo) e uma falta de motivação generalizada da vontade de viver e da vida mesma.

Martín Ross, no “Mapa da Autoestima”, explora a situação da pessoa abandonada por seu casal. A falta de Autoestima dá ocasião à dependência da pessoa que abandona, dependência emocional que pode ser extrema. Se essa pessoa volta, o abandonado pode voltar a sentir-se uma pessoa e a considerar-se digno de valor. Se não volta, somente merece se desprezar a si mesmo, e condenar a uma vida de infelicidade.

O aparecimento de estratégias para “recuperar” a quem abandonou-nos, somente aprofunda a baixa de Autoestima.

Agora há duas anti-façanhas: a derrota de haver sido abandonado, e a derrota de empregar uma equivocada estratégia.

Também a falta de Autoestima pode dar ocasião a dificuldades na arte de seduzir ao outro porque a pessoa se mascara no que acha que gosta, e acha que serve, ou acha que se espera de seu papel (segundo se é homem ou mulher), e não demonstra sua própria autenticidade, e o que a faz especial.

Assim os problemas de Autoestima podem gerar um problema de medo extremo à solidão, e este medo é, justamente, o que pode fazer fracassar um casal, ou impede a sedução em um relacionamento novo.

Alfred Adler desenvolve o conceito do “complexo de inferioridade” como base de sua linha de pensamento.

O complexo de inferioridade considera a percepção de desarraigo que um indivíduo obtém por causa de haver padecido uma infância má, plena de debocha, sofrimentos, rejeições, etc.

A pessoa sente-se de menor valor que os demais, o qual, normalmente, acontece em forma inconsciente e leva aos indivíduos aflitos a uma super compensação.

Mas isto último, a sua vez, propõe uma alternativa. Porque a necessidade de compensação pode resultar ou bem em bem-sucedidos lucros ou bem em comportamento esquizotípico severo.

Assim, um sentimento normal de inferioridade pode atuar como motivação para atingir objetivos, enquanto um complexo é um estado avançado de desânimo e evasão das dificuldades.

-IV- O QUE É AUTOESTIMA ALTA – EFEITOS –

efeitos de boa autoestima

Efeitos Autoestima Alta

Segundo Natalie Branden, à medida que você desenvolva seu autoestima, tenderá para o seguinte:

  • O rosto, seus gestos e sua maneira de falar e de mover-se tenderão naturalmente a projetar o prazer que lhe causa estar vivo.
  • Em algum momento notará que é mais capaz de falar de seus lucros ou de suas imperfeições de maneira direta e sincera, já que manterá um bom relacionamento com os fatos.
  • Pode se sentir mais cômodo ao fazer e receber elogios, expressões de afeto, aprecio, etc.
  • Estará mais aberto à crítica e a sentir-se bem ao reconhecer seus enganos, pois seu autoestima não estará unida a uma imagem de perfeição.
  • Suas palavras e movimentos tenderão a ser desenvolvidos e espontâneos, já que não estará em guerra com você mesmo.
  • Terá a cada vez mais harmonia entre o que você diga e faça, e seu aspeto, seu modo de falar e de se mover.
  • Descobrirá que tem uma atitude a cada vez mais aberta e curiosa para as idéias e experiências novas, as novas possibilidades que lhe oferece a vida, já que para você esta se converteu em uma aventura.
  • Os sentimentos de angústia ou insegurança, se apresentam-se, terão menos possibilidades de intimidá-lo ou abrumarlo, já que controlá-los e superá-los lhe parecerá mais fácil.
  • É muito provável que descubra que desfruta dos aspetos mais alegre da vida, tanto em você como nos outros.
  • Será mais flexível ao responder a situações e desafios, movido por um espírito de inventiva e inclusive uma capacidade lúdica, já que confiará em sua mente e não verá a vida como uma fatalidade ou uma derrota.
  • Se sentirá mais cômodo com uma conduta enérgica (embora não beligerante); será mais rápido para defender-se e falar por você mesmo.
  • Tenderá a preservar a harmonia e a dignidade em situações de stress, já que a cada vez lhe resultará mais natural se sentir equilibrado.

Segundo Martín Ross, a Alta Autoestima está diretamente relacionada com a Sedução, entendida como a capacidade de desatar a suave loucura do amor romântico. Neste sentido, o autor interna-se na problemática das diferentes formas de sedução que utilizam os homens e as mulheres a partir da Autoestima. A Alta Autoestima é, entre outras caraterísticas, o que dá pé a uma maior autenticidade na forma de se vincular, e que potencia as capacidades de sedução para concretizar um novo casal, ou para manter o “amor romântico” e permitir de modo que dure e se consolide o casal atual.

Desde este ponto de vista, cabe citar a famosa frase de Erich From:

O amor aos demais e o amor a nós mesmos não são alternativas opostas. Todo o contrário, uma atitude de amor para si mesmos se acha em todos aqueles que são capazes de amar aos demais”.

-V- Os TRÊS ESTADOS DA AUTOESTIMA 

mapa da autoestima

Disturbios na Autoestima

Há, segundo postula Martin Ross no “Mapa da Autoestima”, três estados  da Autoestima: AutoestimaDerrubada, Autoestima Vulnerável, Autoestima Forte.

Iva- AUTOESTIMA DERRUBADA:

É o estado da pessoa que não se aprecia a se mesma, se odeia a se mesma.

Normalmente, quem tem a Autoestima Derrubada se auto-descreve com o nome de uma anti-façanha.

O exemplo seria a adolescente que considera que ter um peso superior à moda é uma grave anti-façanha, se descreve a se mesma como “uma gorda”. Ou o homem que considera que não conseguiu suficiente sucesso na vida e considera isto uma anti-façanha, se descreve a se mesmo como “um perdedor”.

Observa-se que tanto a idade como o gero mudam a posição no Mapa da Autoestima: enquanto para a adolescente mulher o excesso de importância pode ser uma anti-façanha muito grave, para o homem de idade o excesso de importância não o é mas se o é o não atingir certo sucesso na vida que considera importante.

A Autoestima Derrubada pode ser visto em pessoas deprimidas, que se auto-criticam, se têm lástima, carecem de iniciativas, e estão presas de sentimento de culpa e de ódio para se mesmas.

-IVb- AUTOESTIMA VULNERÁVEL:

A Autoestima Vulnerável. Aqui a pessoa respeita-se a se mesma, mas tem uma Autoestima frágil à possível chegada de anti-façanhas. É uma Autoestima é demasiado frágil à possível chegada de anti-façanhas (derrotas, vergonhas, motivos de depreciação) e por isso sempre está nervoso e utiliza mecanismos de defesa.

Um típico mecanismo de proteção de quem têm Autoestima Vulnerável consiste em evitar tomar decisões: no fundo tem-se demasiado medo a tomar a decisão equivocada (anti-façanha) já que isto poderia pôr em perigo seu Autoestima Vulnerável.

Muitos denominados fanfarrones teriam Autoestima Sustentada, que consiste em um tipo de Autoestima Vulnerável pelo qual a pessoa sustenta sua Autoestima de alguma façanha designadamente -como pode ser sucessos ou riquezas ou poder ou beleza ou méritos- ou de uma imagem de superioridade que custa manter.

Embora mostra-se muito seguro de se mesmo, pode ser justamente o contrário: a aparente segurança somente demonstra o medo às anti-façanhas (falhanços, derrotas, culpas) e a fragilidade da Autoestima.

Trata de jogar culpas para proteger sua imagem de se de situações que a poriam em risco. Emprega mecanismos de defesa tais como tratar de perder para demonstrar que não se importa com uma derrota ( proteger a seu orgulho dessa derrota).

-IVc- AUTOESTIMA FORTE:

A Autoestima Forte é a daqueles que têm uma boa imagem de se e fortaleza para que as anti-façanhas não a derrubem.

Menos medo de falhar.

São as pessoas que se vêem humildes, alegre, e isto demonstra certa fortaleza para não presumir das façanhas e não lhe ter tanto medo às anti-façanhas. Pode ser animado a lutar com todas suas forças para atingir seus projetos porque, se lhe sai mau, isso não compromete seu Autoestima. Pode reconhecer um erro próprio justamente porque sua imagem de se é forte e este reconhecimento não a compromete.

Vivem com menos medo à perda de prestígio social e com mais felicidade e bem-estar geral.

No entanto, nenhuma Autoestima é indestrutível, e por situações da vida ou circunstâncias, pode ser caído de aqui e desembocar a qualquer outro dos estados da Autoestima.

-VI- COMO MELHORAR A AUTOESTIMA.

Há diversas receitas que se propõem para melhorar a Autoestima.

Segundo Abraham Maslow, o “Auto-realização”, é a maneira de atingir a felicidade e bem-estar. O auto-realização traduz-se em uma maneira de expressar melhor o próprio potencial criativo.

Maslow propõe a “Experiência Cimeira”: uma idéia difícil de resumir, parecida à espiritualidade do Não-Ego de Buda. A Experiência Cimeira está associada a uma forte alegria, felicidade, serenidade e paz. A dissolução do ego pode ser dado quando uma pessoa se vê ultrapassada pela percepção de algo extraordinariamente belo.

A Experiência Cimeira tem caraterísticas místicas, é uma conexão com o tudo, com o Universo, pode ter formas religiosas, ou pode ser dado no amor romântico, ou na contemplação extasiada da mirada de um bebe.

Em definitiva Maslow, um dos pais da psicologia humanista, considera determinante ao Auto-realização. Ao centrar seus estudos na observação de pessoas sãs e não em quem padecem problemas psicológicos, concluiu que aqueles que conseguem mais felicidade na vida são quem com muita mais frequência vivem a Experiência Cimeira.

Carl Rogers, desde seu famoso livro “O processo de converter-se em pessoa” em adiante, descreve a terapia psicológica como uma forma de fortalecer a autoestima. Propõe, entre outros muitas indicações que foram seguidas por aqueles que se inscrevem dentro de sua escola, considerar ao paciente “cliente” para reforçar sua participação e importância dentro do processo.

Martín Ross, no “Mapa da Autoestima”, faz ênfase na importância de aprender a ver os processos emocionais que nos guiam. Muitas vezes os problemas de Autoestima traduzem-se em conflitos no casal ou dificuldades no espaço de trabalho, ou nos relacionamentos sociais.

Ao internar no conhecimento de nós mesmos, desenvolvemos o que o autor chama o “Treinamento Emocional”, e com isso ganhamos mais liberdade para levar nossa vida para a felicidade. Temos que conhecer as façanhas e as anti-façanhas na vida quotidiana, e auto-nos conhecer para evoluir e dessa forma melhorar nossos laços, nossa vida, e nossa Autoestima.

Além da prática do “Treinamento Emocional”, sugere a importância de colocar-se “metas” por garotas que sejam para sair de uma depressão ou de uma crise.

Alfred Adler explica que o anseio de superioridade é comum a todos.

No entanto, os únicos indivíduos que podem ser confrontado com as dificuldades da vida e as superar, são aqueles que mostram um anseio a enriquecer aos demais, que progridem de tal forma que beneficiam também àqueles que mostram um anseio a enriquecer aos demais, que progridem de tal forma que beneficiam também aos outros.

Se nos aproximamos das pessoas de maneira adequada, não nos resultará difícil a convencer: Todos os critérios humanos do valor e do sucesso se acham fundados na cooperação. O grande local comum compartilhado por toda a raça humana. Todo o que fazemos, deve servir para nossa cooperação humana.

Desta maneira, se temos um complexo de inferioridade é que nossa maneira de canalizar nosso desejo está equivocada, desencaixada.

A partir de encontrar o problema de fundo desde o qual surge este anseio de superioridade, poderemos curar esta neurose, e buscar, justamente na cooperação humana, a maneira de fortalecer nossa Autoestima.

David Burns, em seu livro “Feeling good: the new mood therapy”, propõe técnicas para melhorar a Autoestima:

  1. Aprender a reconhecer os pensamentos automáticos, autocríticos e disfuncionais que fazem sentir mau consigo mesmo.
  2. Aprender a substituir pensamentos negativos por pensamentos mais racionais e menos perturbadores.
  3. Acalmar a tua crítica interna.

Outro dos mecanismos para subir a Autoestima mais utilizados consiste, diretamente, na prática das Afirmações Positivas.

Trata-se, simplesmente, de repetir em voz alta frases que nos dão valor para que essas frases se convertam em pensamentos e depois esses pensamentos redirijam nossa vida.

Desde a disciplina da Programação Neurolinguística (PNL), estão muito estudadas as Afirmações que uma pessoa se faz em voz alta, ou que repete todos os dias como um exercício, já que estas mesmas frases podem “programar” nosso cérebro e nos predispor a pensamentos positivos.

Nos livros de superação pessoal, propõe-se muitas vezes subir a Autoestima a partir das Afirmações.

Louise L. Há, em Você “pode sanar sua vida”, propõe o cultivo da Autoestima através de afirmações que se revelam ao longo de seu texto. Estas afirmações estão orientadas a que a pessoa se queira a se mesma tal como é, com seus defeitos e limitações. Tenta-se utilizar as palavras positivas para gerar pensamentos positivos e, a partir dali, conseguir subir o Autoestima e ter um maior bem-estar.

Rhonda Byrne, no livro “O Segredo” propõe a hipótese de que os pensamentos positivos teriam a propriedade de atrair “” acontecimentos positivos à vida da pessoa.

Ao visualizar palcos positivos, se ativaria uma Lei de Atração que levaria a que estes fatos se acerquem à vida da pessoa. Então desenvolve-se um paradigma da Abundância, segundo o qual o pensar na Abundância a “atrai” para a vida da pessoa.

Aqueles que conhecem “O Segredo” da Lei de Atração, constantemente visualizam sonhos concretizados ou palcos positivos, e desta maneira os “atraem” para suas vidas. Muitas pessoas importantes da História conheciam “O Segredo” e usaram-no a seu favor para atrair Riqueza, Prosperidade, Relacionamentos para suas vidas.

Paulo Cohelo, no livro “O Alquimista”, e outros similares, propõe a idéia da Lenda Pessoal. Consiste no sonho mais profundo da cada pessoa, sua missão a vida. Aquelas pessoas que estão cumprindo sua Lenda Pessoal ou que se encontram em caminho à conseguir teriam uma alegria maior, uma força maior, uma luz maior, que se lhes irradiaria através da personalidade.

Portanto, segundo o autor, lutar por nossos sonhos e acercar a nossa Lenda Pessoal, seria a forma de subir a Autoestima. Quando alguém tem um sonho, e realmente quer algo, todas as forças do universo conspiram para que concretize seu desejo.

Em conclusão: tanto desde a Psicologia como também na literatura de Autoajuda, se propuseram diversas maneiras e receitas para subir a Autoestima.

Na Psicologia aponta-se mais a conhecer e encontrar o fundo do problema de Autoestima, desenredar o nodo psicológico. Isto é, focar a lanterna nos fantasmas do porão de nossa alma para afugentá-los, e assim poder ter a saúde mental e avançar para subir o Autoestima.

Ao respeito deste processo de terapia que conduz a subir o Autoestima, é de interesse a novela “No dia que Nietzsche chorou” de Irvin D. Yalom: o paciente é o filósofo Friedrich Nietzsche, e a novela desenvolve a terapia com seu analista e resulta uma amostra de como a terapia pode ajudar a subir a Autoestima.

Na Autoajuda, em mudança, dá-se maior importância às afirmações positivas. Muitos livros de autoajuda recomendam recitar afirmações positivas em voz alta para subir o Autoestima. E outros propõem que os pensamentos positivos atrairiam acontecimentos positivos para nossas vidas.

-VII- CONCLUSÕES.

Hoje não são poucos os psicoterapeutas que consideram que toda terapia é, em realidade, uma terapia da Autoestima.

Ao longo deste trabalho temos visto que diversos autores, tanto desde a Psicologia como desde a Autoajuda, consideram que os pensamentos positivos e a Autoestima Forte podem ser determinantes para a vida de uma pessoa. O relacionamento de casal, a forma de concretizar e atingir os projetos, a tristeza ou a alegria, o otimismo o desânimo… todas estas coisas confluem no conceito de Autoestima.

Uma maneira de melhorar a Autoestima para ter uma vida melhor sem dúvida é começar uma terapia com um bom psicoterapeuta. Outra é se comprar um bom livro.

-VIII- BIBLIOGRAFIA.

A PSICOLOGIA DA AUTOESTIMA. Nathaniel Branden

O MAPA DA AUTOESTIMA. Martín Ross.

O PROCESSO DE CONVERTER-SE EM PESSOA. Carl Rogers.

O HOMEM AUTOREALIZADO: PARA UMA PSICOLOGIA DO SER. Abraham. Maslow.

-IX- AUTOR E DIREITOS.

Autor: Juliana Belletti

 

 

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